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Buriti do Maranhão – Um projeto de comércio justo e solidário

jul
19

Buriti do Maranhão – Um projeto de comércio justo e solidário

A cadeia produtiva da fibra buriti no Maranhão foi escolhida por se destacar no cenário nacional de artesanato. Está localizada na região de um dos principais destinos turísticos do país, os Lençóis Maranhenses e a oferta da matéria-prima se localiza em torno às áreas de preservação ambiental. Por outro lado, é uma das atividades econômicas mais importantes da região, que se caracteriza pelos baixo índices de IDH. Em busca de oportunidades de comercialização mais justa, iniciamos em parceria com o SEBRAE o projeto Buriti do Maranhão.

O projeto teve duração de 12 meses e iniciou no mês de maio de 2009 com o objetivo de preparar os principais empreendimentos artesanais da cadeia da fibra de buriti para atenderem aos princípios do mercado do comércio justo, agregando valor aos seus produtos, gerando renda aos artesãos de forma sustentável e contribuindo para o desenvolvimento socioambiental das comunidades nas quais estão inseridos.

Para o projetos foram selecionadas comunidades que atendem aos seguintes pré-requisitos:

  • O buriti ser fonte de renda para as famílias se apresentando como uma alternativa à agricultura familiar.
  • Baixa renda e escolaridade dos participantes.
  • Emprego de antigas técnicas de tecelagem e de crochê repassadas de uma geração para a outra.
  • Oferta da matéria-prima localizada perto de áreas de preservação ambiental (matas ciliares)

As comunidades selecionadas estão localizadas nas pequenas cidades de Tutóia e Barreirinhas, na região dos Lençóis Maranhenses e de Alcântara, região da Grande São Luís, no povoado de Santa Maria.

Os artesãos de Barreirinhas estão organizados sob forma de cooperativa (ARTECOOP – Cooperativa dos Artesãos dos Lençóis Maranhenses), na qual os 65 integrantes do projeto estão afiliados. A cooperativa possui loja própria na localidade e se beneficia do fluxo tristico na temporada.

Em Tutóia, os 75 artesãos estão organizados em uma associação (Associação dos Artesãos Esperança do Bairro Monte Castelo e Adjacências). Possuem poucas oportunidades de venda no local e dependem 100% de encomendas de outras cidades.

Em Santa Maria, um povoado isolado, onde a energia elétrica chegou há pouco tempo, os 50 artesãos não estão organizados em cooperativas ou associações. Atualmente possuem uma pequena loja no terminal fluvial de Alcântara, local com melhor acesso a serviços como correio e banco.

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